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Bem-aventurados os humildes de espírito

 Jesus começa as bem-aventuranças dizendo que o reino de Deus pertence aos “humildes de espírito” (Mt 5:3). Em algumas versões aparece a expressão “pobres de espírito”. No original, o termo é ptochos, que indica pobreza extrema[1]. É óbvio que Cristo não está se referindo a classe social, nem tão pouco a pobreza material deste mundo, mas sua declaração nos leva a uma dimensão espiritual, por isso, há uma ênfase na expressão “probres de espírito”.

Nos dias de Cristo os guias religiosos do povo julgavam-se ricos em tesouros espirituais[2]. A declaração de Jesus é justamente um ataque direto ao senso de autossuficiência espiritual, que impede a atuação de Deus na vida do crente. O termo ptochos também deriva de ptasso que é “humilhar-se”, “abaixar-se”. Assim, os “pobres de espírito” são pessoas humildes, que em primeiro lugar reconhecem sua pecaminosidade e se inclinam diante de Deus para serem agraciados por Ele.

Diante da maravilhosa e rica graça de Deus somos extremamente pobres. Nosso primeiro dever ao nos aproximar de Deus é reconhecer nossa condição. Como disse C. H. Spurgeon: “Para subirmos no reino é preciso rebaixarmo-nos em nós mesmos”. Aqueles que se humilham diante de Deus recebem Sua maravilhosa graça e são exaltados por Ele já no presente (1 Pd 5:5 e 6), porém, acima de tudo, receberão Seu reino eterno no futuro (Mt 5:3). Por isso, bem-aventurados os humildes de espirito!

 


[1] Comentário Bíblico Adventista, volume 5, p. 336

[2] White, Ellen. O maior discurso de Cristo, p. 6.

Everton Almeida
Everton Almeida
Everton Almeida é o pastor criador do projeto "Compreendendo as Escrituras". Para conhecê-lo melhor veja sua biografia. Encontre-o também nas redes sociais: Facebook | YouTube